segunda-feira, 17 de agosto de 2015

NOTÍCIA: CURSO GRATUITO SOBRE ESPIRITUALIDADE E SAÚDE - ONLINE

Curso Gratuito sobre Espiritualidade e Saúde - Online

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Organização
The George Washington Institute for Spirituality and Health, da Universidade George Washington, em Washington (Estados Unidos). 

Sobre
O Grupo se destaca no cenário científico ao abordar o tema “Espiritualidade” e o “Impacto na Saúde Integral do Ser Humano”. Tem por um de seus colaboradores, a Drª Christina Puchalski e os que lideram o ‪#‎GWish .

O Curso
O "Spiritual Assessment in Clinical Practice", disponibilizado online, gratuitamente e em inglês, oferece módulos sobre o tema, textos, áudios, vídeos e referências em artigos científicos e livros.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

NOTÍCIA: PESQUISA SOBRE PERCEPÇÕES DA ESPIRITUALIDADE ARTICULADA À BIBLIOTERAPIA


Prezados Leitores,
(Por Enfª Patrícia da Silva Trasmontano)

É com grande alegria que tenho o prazer de compartilhar com vocês a minha pesquisa científica intitulada “Percepções acerca da espiritualidade articulada à biblioterapia enquanto experiência vivenciada no cuidado integral aos pacientes com HIV e AIDS: uma perspectiva fenomenológica” (Perceptions about spirituality articulated the bibliotherapy while experience lived in comprehensive health care to patients with HIV and AIDS: a phenomenological perspective). Esta dissertação é fruto do meu curso de Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde – MACCS/ EEAAC/ UFF.

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- Acesso: 

Para acessá-la, faça um reserva na Biblioteca de Enfermagem (BENF), da Universidade Federal Fluminense – RJ/ Brasil, por meio do link: http://www.bibliotecas.uff.br/catalogo_online

- Ficha Catalográfica:

TRASMONTANO, Patrícia da Silva. Percepções acerca da espiritualidade articulada à biblioterapia enquanto experiência vivenciada no cuidado integral aos pacientes com HIV e AIDS: uma perspectiva fenomenológica. Niterói, 2015. 218 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2015.

 RESUMO

Decifrar a dimensão espiritual que há no encontro das artes de ler e cuidar no acolhimento ao paciente vivenciando o HIV/AIDS exigirá do seu artista, o locutor/ provedor de cuidado, e do seu apreciador, o receptor/ paciente vivenciando o HIV/AIDS, essencialmente, de três elementos: significado, propósito e transcendência. Para tanto, a pesquisa teve por objetivo geral compreender as percepções de pacientes com HIV/AIDS no que se refere à sua espiritualidade e entrelaçamentos com a experiência da intervenção biblioterápica. E por objetivos específicos descrever, numa perspectiva fenomenológica, a dimensão espiritual experimentada no cuidado mediante a aplicação da leitura narrada como terapia; e, discutir as repercussões da prática da arte de ler associada à arte de cuidar, na humanização aos pacientes que vivenciam o HIV/AIDS. E abrangeu por questões norteadoras: Quais as percepções de pacientes com o HIV/AIDS no que se refere à sua espiritualidade e entrelaçamentos com a experiência da intervenção biblioterápica? Como é percebida a dimensão espiritual experimentada no cuidado, mediante a aplicação da leitura narrada enquanto terapia? Quais as repercussões da prática da biblioterapia associada à arte de cuidar, na humanização aos pacientes que vivenciam o HIV/AIDS? Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, por meio de um levantamento em campo. O cenário da pesquisa foi o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP), da Universidade Federal Fluminense (UFF), cujos participantes caracterizaram homens e mulheres vivendo o HIV e AIDS, maiores de dezoito anos, lúcidos, ouvintes, pacientes ambulatoriais da Coordenação de AIDS (CAIDS) e pacientes hospitalizados no setor de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP). A estratégia de coleta de dados incluiu duas fases: 1ª – observação do ambiente terapêutico, identificação dos recursos terapêuticos disponíveis, busca de participantes, aplicação dos formulários, e entrevista (1º Momento); 2ª – intervenção biblioterapêutica, diálogo e entrevista (2º Momento). Optou-se pelo método fenomenológico, segundo Merleau-Ponty, para a análise, categorização e interpretação dos dados. Os resultados demonstraram-se satisfatórios e corresponderam as questões levantadas pela pesquisa, de tal modo que a biblioterapia foi capaz de promover o suporte espiritual e emocional dos participantes, ante a vivência do diagnóstico. Há diversos meios, sejam eles científicos, culturais ou artísticos, que poderiam ser explorados no sentido de promover a saúde e o bem-estar integral das pessoas vivendo o HIV/AIDS (PVHA), entre eles, destaca-se a arte de ler associada à arte do cuidar, sugerida para o desenvolver desta obra-prima.
Descritores: Espiritualidade. Biblioterapia. AIDS. Assistência Integral à Saúde.

ABSTRACT

Decipher the spiritual dimension in the meeting of the arts of reading and take care in greeting the patient living with HIV/AIDS, will require your artist, announcer/ care provider, and its fancier, the receiver/ patient experiencing HIV/AIDS, essentially three elements: meaning, purpose and transcendence. To this end, the research had as general objective to understand the perceptions of patients with HIV/AIDS as regards his spirituality and interlacements of bibliotherapy intervention. And by specifics objectives describe, in a phenomenological perspective, the spiritual dimension experienced in care through the application of reading narrated as therapy; and, discuss the repercussions of the practice of the art of reading associated with the art of caring, on humanization of patients who experience HIV/AIDS. And covered by guiding questions: What are the perceptions of patients with HIV/AIDS as regards his spirituality and entanglements with the experience of bibliotherapeutic intervention? How is perceived the spiritual dimension experienced in care, through the application of reading narrated as therapy? What are the effects of bibliotherapy’s practice related the care’s art, on humanization of patients who experience HIV/AIDS? It is a descriptive research, with a qualitative approach, through a survey in the field. The scenario of research was the Antony Peter Hospital Academic (HUAP), of the Federal Fluminense University (UFF), whose participants characterized men and women living with HIV and AIDS, age of eighteen years, lucid, listeners, ambulatories patients of AIDS Coordination (CAIDS) and hospitalizations patients in the sector of Infectious and Parasitic Disease (DIP). The data collection strategy included two phases: 1st – observation of the therapeutic environment, identification of therapeutic resources available, search for participants, application forms, and interview (1st Moment); 2nd – bibliotherapy intervention, dialogue and interview (2nd Moment). We opted for the phenomenological method, according to Merleau-Ponty, for analysis, categorization and data interpretation. The results demonstrated if satisfactory and matched the issues raised by research, in such a way that the bibliotherapy was able to promote the spiritual and emotional support of participants, front of the diagnostic experience. There are various means, be they scientific, cultural or artistic, that could be exploited in order to promote the health and well-being of people living with HIV/AIDS (PVHA), among them, we highlight the art of reading associated with the art of caring, suggested for the developing of this masterpiece.
Keywords: Spirituality. Bibliotherapy. AIDS. Comprehensive Health Care.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

ENTREVISTA: A TAL FELICIDADE, SEGUNDO SHINYASHIKI - EXTRAÍDO DE "CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS"


Querido Leitor,

Um dia desses, recebi trechos de uma entrevista, que achei interessante para refletirmos um pouco... Algo que me prendeu a atenção, e que resolvi compartilhar com você: 
a tal "Felicidade". Atualmente, é o que a maioria de nós buscamos... 
Mas será que temos buscado, verdadeiramente? Portanto, segue abaixo, trechos da Entrevista com o Drº Roberto Shinyashiki, à Revista IstoÉ.

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"CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS" – Por Camilo Vannuchi, ao entrevistar o Drº Roberto Shinyashiki (IstoÉ, nº1879, 19/10/2005).

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. (...)

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever "Heróis de Verdade" (Editora Gente, 168 págs). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. 

“O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

Istoé - Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki - Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

Istoé - Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Roberto Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

Istoé - O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Roberto Shinyashiki - Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.


Achou interessante? Para visualizar o artigo completo, acesse IstoÉ:

quinta-feira, 26 de março de 2015

MENSAGEM: QUERO VOLTAR A CONFIAR, SEGUNDO JABOR

Quero voltar a confiar!
(Por Arnaldo Jabor)

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Fui criado com princípios morais comuns: Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades…

Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. 

Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores…

O que aconteceu conosco?

Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.

Que valores são esses?

Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças.

O que vais querer em troca de um abraço?

A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser…

Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? 

Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança!

Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa.

Abaixo o “TER”, viva o “SER”.

E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!  E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.

Utopia? Quem sabe?
Precisamos tentar… 

Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… 
Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

quarta-feira, 11 de março de 2015