terça-feira, 6 de maio de 2014

REFLEXÃO: CONVITE

REFLEXÃO: CONVITE


NOTÍCIA: ADOÇÃO DA ESPIRITUALIDADE E ESPERANÇA NOS TRATAMENTOS DE SAÚDE



Tratamentos para a alma: Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças
(27/08/2008 – Revista ISTOÉ, por Adriana Prado e Greice Rodrigues. Colaborou Cilene Pereira)

 

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade.

O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física.

Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa.

Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física.
Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. “Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional”, explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo.

E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. “Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio”, afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.

Clique na imagem para visualizar:
 
 

Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos. “No processo de reabilitação, esses recursos são fundamentais”, afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah e considerada uma das melhores neurocientistas do País. “A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente”, afirma. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão – já considerada fator de risco para doenças cardíacas – e manter o otimismo. “É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere”, afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.

Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. “Discutimos como isso deve ser aplicado na prática”, diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança. “Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas”, defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.

sábado, 19 de abril de 2014

MENSAGEM: FELIZ PÁSCOA

MENSAGEM: FELIZ PÁSCOA!!!


Prezados Leitores,

Desejo a todos vocês, familiares e amigos:

***FELIZ PÁSCOA***

Nosso Redentor Vive!!!

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terça-feira, 15 de abril de 2014

REFLEXÃO: PEGADAS NA AREIA, SEGUNDO STEVENSON



Pegadas na Areia  
(Por Mary Stevenson, Copyright © 1984)

 

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor
e no céu passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados
dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós,
olhei para trás, para as pegadas na areia,
e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida,
havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiantes da minha vida.
Isso aborreceu-me deveras e perguntei então ao meu Senhor:
- Senhor, Tu não me disseste que, tendo eu resolvido Te seguir,
Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho?

Contudo, notei que durante as maiores tribulações do meu viver,
havia apenas um par de pegadas na areia.
Não compreendo por que nas horas em que eu
mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais te deixaria nas horas
de prova e de sofrimento.
Quando viste na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas.
Foi exatamente aí, que te carreguei nos braços.

ARTIGO: ESPIRITUALIDAD ANTE BIBLIOTERAPIA PARA CUIDADO INTEGRAL DEL PACIENTE



ESPIRITUALIDAD ANTE BIBLIOTERAPIA PARA CUIDADO INTEGRAL DEL PACIENTE
(Por Patrícia da Silva Trasmontano, Eliane Ramos Pereira, Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva, Marcos Andrade Silva)

 

RESUMÉN:
Introdución: Meditar en el significado y propósito de la vida, bajo el aspecto del cuidado, se centra en la preocupación de la espiritualidad como fenómeno y concepto psicosocial, multidimensional de la experiencia humana, resultado de la autorrealización subjetiva, parte compleja, que se diferencia de la religión, religiosidad y las creencias personales. La Espiritualidad puede ser alimentada en la atención integral al paciente, a través de la Biblioterapia y entendida en el cuidado de la salud, en la investigación clínica y en el proceso de enfermería, desde la intersección de NANDA-I, NIC y NOC.
Objetivos: Discutir la Biblioterapia cómo recurso de “Apoyo y Facilitación del Crecimiento Espiritual”, en lo cuidado integral al paciente, desde la intersección de NANDA-I, NIC y NOC.
Material y Métodos: Realizamos un estudio bibliográfico, en las literaturas NANDA-I, NIC y NOC, para identificación de las clasificaciones de diagnósticos, intervenciones y resultados en enfermería, con respecto a la dimensión espiritual en la atención al paciente e intervención biblioterapeutica.
Resultados: Entre las actividades descritas por la intervención de “Apoyo Espiritual”, identifica "proporcionar música, literatura [...] para el individuo”. Mientras que para la "Facilitación del Crecimiento Espiritual", es “fomentar un diálogo que ayuda al paciente para descartar preocupaciones espirituales”. Y la "Biblioterapia" emerge como intervención de ayuda, puesto que puede “Identificar las necesidades emocionales, cognitivas, de desarrollo o situacional del paciente [...]”.
Conclusiones: Hay elementos científicos, artísticos, culturales o filosóficos, que podrían ser aprovechados para permitir la nutrición de la espiritualidad en lo cuidado integral, para promoción de la salud, bienestar y calidad de vida de los pacientes. Precisamente, destacamos la Biblioterapia. Luego, la investigación ayuda en los avances del conocimiento de enfermería y otras profesiones de la salud, aunque sea capaz de "sumar" al desarrollo de la asistencia en salud basado en la ciencia, técnica y en valores humanísticos.
Palabras Clave: Espiritualidad, Biblioterapia, Asistencia Integral de la Salud.

FONTE: TRASMONTANO, Patrícia da Silva et al. Espiritualidad ante biblioterapia para cuidado integral del paciente. In: X SIMPOSIUM AENTDE: “Lenguaje enfermero: identidad, utilidad y calidad". Ponencias y Comunicaciones. Asociación Española de Nomenclatura, Taxonomía y Diagnósticos de Enfermería. AENTDE, España. X Simposium AENTDE (Sevilla), España, 2014.